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De acordo com a Sanepar, grande parte da área no entorno do Parque Barigui possui redes coletoras de esgoto feitas de cerâmica. A durabilidade desse material varia de 50 a 60 anos – a mesma dos tubos de PVC usados normalmente para substituir as tubulações rompidas. Na região do parque, as redes têm, em média, 30 anos de uso: metade da vida útil.
O engenheiro Ernani José Ramme, coordenador de operações de redes da Unidade Regional Curitiba Norte da Sanepar explica que não há um projeto para trocar todas as redes de cerâmica. “Só quando verificamos que há muito problema de rompimento, daí fazemos uma filmagem da rede e depois trocamos”, revela. No caso de vazamentos pontuais, é feita apenas a manutenção.
Segundo Ramme, as causas para o rompimento das tubulações de cerâmica variam desde a infiltração de raízes de árvores até o deslocamento dos canos por conta das enxurradas. Mas a principal causa de rompimentos tem a ver com o que as pessoas jogam na privada. “Papel higiênico, fios de cabelo, gordura, fraldas, panos... Isso entope a rede, que estoura e vai cair tudo no córrego”, explica.
No caso de rompimentos ou problemas na rede coletora de esgoto, a Sanepar orienta a população a sempre informar a companhia através do telefone 115. Mesmo assim, os serviços de manutenção podem demorar, pois a empresa tem apenas dez equipes (20 pessoas) para atender 39 bairros ao Norte de Curitiba. A área entorno do Parque Barigui possui, segundo a Sanepar, 92,5% de cobertura de rede de coleta e tratamento de esgoto.
