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Apesar de ainda estar longe do ideal, o setor produtivo tem procurado fazer a sua parte, conforme explica o engenheiro químico Adilson Luiz de Paula Souza, coordenador dos Serviços Técnico e Tecnológicos da Região Metropolitana de Curitiba e Litoral do Senai. Isso ocorre, por exemplo, com a implantação de normas de controle ambiental, implementação de planos de gerenciamento de resíduos sólidos, gestão hídrica e reestruturação interna das próprias empresas para melhorar o tratamento dos efluentes.
A opinião é compartilhada pelo coordenador do Conselho Temático do Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Gava. “Antes, uma indústria de refrigeração recorria continuamente ao rio, devolvendo água quente. Hoje isso mudou. Usa-se a mesma água para refrigerar, de modo que ela nunca saia do circuito”, exemplifica.
Lixo
Outra medida que acaba afetando os recursos hídricos tem a ver com o lixo gerado pelo consumo. Dados do Ministério do Meio Ambiente revelam, por exemplo, que em 2009 os brasileiros usaram – por dia – 33 milhões de sacolas plásticas. Desse total, mais de 10 milhões foram descartadas incorretamente. O número reflete o impacto do comércio e do setor de serviços nos sistemas de drenagem urbana e nos rios, causando entupimentos e alagamentos, principalmente nos períodos chuvosos.
“Retiramos da natureza o que precisamos e temos de devolver esses materiais de forma adequada, por meio da renovação e reciclagem do lixo e aproveitando resíduos orgânicos para alimentar animais”, analisa o superintendente do Palladium Shopping Center, Aníbal Tacla, para quem a responsabilidade ambiental e social hoje deve fazer parte da preocupação de qualquer empreendedor. Além disso, segundo ele, o ideal é que as empresas comecem o processo de conscientização ambiental de dentro para fora, capacitando primeiro seus funcionários para depois convencer os clientes.
Nesse sentido, os grandes varejistas também se mobilizam. De acordo com o superintendente da Associação Paranaense de Supermercados do Paraná (Apras), Valmor Rovaris, o setor tem conseguido adotar ações como: reutilização da água da chuva; adoção de campanhas para reduzir o uso de sacolas plásticas; e implantação de logística reversa (recolhimento de produtos e embalagens usados pelo consumidor, por exemplo). “É um processo contínuo de melhoria. A dificuldade, no entanto, é levar o consumidor a esta concientização. O desafio está em mudar esse processo cultural e fazer com que todos se sintam parte do processo”, reintera.
