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Desde que foi lançado, no final de maio, o Águas do Amanhã – projeto encampado pelo Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom) em parceria com a Universidade Federal do Paraná e com o apoio do HSBC – vem colhendo frutos importantes. Além de trazer informações sobre a situação dos recursos hídricos no estado e mobilizar a sociedade na preservação dos mananciais da bacia do Alto Iguaçu, a iniciativa evoluiu também dos debates técnico-científicos.
“Conseguimos, em pouco tempo, ganhar uma identidade. As pessoas interessadas no tema já identificam o potencial do projeto para resolver os graves problemas do trecho superior da bacia do Iguaçu. Entretanto, trata-se de um programa de comunicação, sensibilização e articulação interinstitucional. As soluções passam pela operacionalização das ações através das instituições públicas e privadas já existentes. Com a sensibilização e divulgação na mídia, a sociedade passa a ter um papel fundamental de sugerir e cobrar soluções das autoridades”, destaca Eduardo Gobbi, coordenador técnico do Águas do Amanhã.
Gestão
O primeiro Fórum Águas do Amanhã, ocorrido em agosto de 2010, reuniu representantes do poder público para discutir as principais dificuldades e necessidades do setor em relação à preservação dos rios. Entre os temas debatidos, a adoção de estratégias de gestão integrada entre as entidades de governo para recuperar os passivos ambientais foi destaque.
Nesse sentido, a região do Guarituba, em Piraquara, serve como exemplo. A omissão das autoridades, ao longo de décadas, levou à ocupação irregular da área, considerada de preservação. Por outro lado, o bairro hoje é palco de uma grande ação conjunta do poder público na tentativa de contornar os graves problemas ambientais e sociais.
E é com este espírito que o projeto foca agora em outro setor importante da sociedade: o produtivo. Marcado para ocorrer em fevereiro de 2001, o segundo fórum vai reunir representantes da agropecuária, indústria, comércio e serviços dentro da mesma proposta de debates. “O setor produtivo é o grande fornecedor de bens e serviços da sociedade. Essa produção utiliza intensamente os recursos naturais, especialmente a água. Sendo assim, esperamos que eles se sensibilizem e participem do projeto da mesma forma que o poder público”, propõe Eduardo Gobbi.
Para 2011, estão programados o fórum da sociedade civil (em março) e um encontro final (no mês de maio) envolvendo todos os setores da sociedade.
