Saiba mais
Combater décadas de descaso das autoridades com as áreas de mananciais da região metropolitana de Curitiba é uma missão complicada, mas que cabe ao próprio poder público fazê-la. Na região do Guarituba, em Piraquara, onde encontra-se a maior ocupação irregular da RMC - com cerca de 50 mil pessoas -, um projeto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, pode servir de modelo para mostrar que é possível reverter a situação.
Trabalhando em conjunto, entidades ligadas às diversas esferas de governo estão fazendo um mutirão para retirar moradores das margens do Rio Iraí, que serve ao abastecimento da região metropolitana, e regularizando imóveis clandestinos, além de fazer obras de drenagem e adequação ambiental.
O desafio é grande. Afinal, o projeto esbarra em dificuldades de logística, burocracia e limitação de recursos. De qualquer forma, para quem deixou para trás casas de pau a pique na beira de rios e áreas alagadiças, os sonhos de uma vida mais digna começa a virar realidade. É o caso dos moradores do Jardim Boa Vista, em Campo Magro, que receberam suas casas novas, com direito a água, luz e esgoto.
O suplemento especial Águas do Amanhã #2 mostra os problemas e as soluções encontradas para áreas como a do Guarituba. O caderno traz ainda um grande diagnóstico do setor produtivo, responsável pela maior parte do consumo de água no planeta. Quais os principais desafios da indústria, agricultura, comércio e serviços para evitar o desperdício e a poluição dos rios, especialmente na bacia do Alto Iguaçu.
Mostramos também uma reportagem sobre a misteriosa chaminé do Caiguava, atualmente submersa nas águas da barragem Piraquara I. Graças ao trabalho do pesquisador e montanhista Nelson Penteado Alves, descobriu-se que a construção faz parte da história do abastecimento público da RMC.
Boa leitura!
