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Curiosidades sobre o Iguaçu
Bacia
A bacia hidrográfica do Rio Iguaçu é a maior do estado, cobrindo uma área de 70.800 Km2, sendo que 80,5% dessa área fica no Paraná, outros 16,5% em Santa Catarina e apenas 3% na Argentina. Os dados são do Instituto das Águas do Paraná.
Consumo
A bacia do Iguaçu possui uma demanda de consumo de água de 25,81 metros cúbicos por segundo, o que representa 28% do consumo total do estado. A maior parte dessa água (80,43% ou 20,76 m3/s) vai para o abastecimento público. Já a demanda da indústria é de apenas 2,61 m3/s.
População
A população que vive em torno da bacia do Iguaçu é de 4.541.698 habitantes: quase 45% da população do estado (10.284.503 pessoas, segundo o IBGE, com base em dados de 2007, quando a estimativa foi feita). Desse total, 3.875.718 habitantes vivem em áreas urbanas.
Vazão
A vazão média das Cataratas do Iguaçu é de cerca de 1,5 mil m3/s. Porém, há um mês atrás, graças à quantidade alta de chuvas no estado, a vazão ultrapassou a marca de 14 mil m3/s.
Classe
O Iguaçu é classificado como um rio Classe 2. Em termos de qualidade da água, significa que precisa ter 5 miligramas por litro de oxigênio dissolvido na água. Em Curitiba, esse índice chega próximo de 0, enquanto em Foz passa dos 9 miligramas por litro.
Ao longo da história do estado, o Rio Iguaçu se transformou em testemunha do surgimento da cultura e da sociedade paranaense. Viu, por exemplo, o desbravador espanhol Cabeza de Vaca chegar às Cataratas em 1542 e acompanhou de perto o ciclo da erva-mate e da madeira nos séculos 19 e 20, quando os velhos vapores subiam e desciam o rio integrando cidades e fortalecendo a economia.
Nesse aspecto, o grande rio continua sendo de fundamental importância. As cinco hidrelétricas em funcionamento em seu leito, por exemplo, geram ao todo 6.674 megawatts: quase 7% de toda a energia produzida no Brasil. Fora isso, o rio irriga pastagens e plantações ao longo de seu percurso de 1.275 quilômetros, ligando a região de Curitiba (nascentes) até Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira onde desemboca no Rio Paraná.
Como se não bastasse, a natureza quis ser ainda mais generosa. A biodiversidade presente na área de influência do Iguaçu (o maior complexo hídrico do Paraná) é riquíssima. Além disso, ao longo de seu curso, o rio revela paisagens muito bonitas, culminando com as Cataratas do Iguaçu – um dos destinos turísticos mais visitados do planeta e que possui uma vazão média anual de quase 1,5 mil metros cúbicos de água por segundo.
O engenheiro ambiental Eduardo Gobbi explica que o Iguaçu tem uma regularidade de chuva maior que os rios das bacias ao Norte. “Isso é extraordinário para a agricultura e geração de energia. Outra característica importante, em relação à formação geológica, é que ele é um rio ‘encaixado’. Por isso as barragens das usinas são altas, mas os reservatórios não são tão grandes. E a água quando desce vem com muita força, produzindo bastante energia. E mais: como ele é um rio com uma topografia mais ou menos acidentada, ainda restou um conjunto de vegetação importante e isso talvez nos permita no futuro interligar a mata atlântica da região costeira com o Parque Nacional do Iguaçu”, ressalta.
Divisão
Dividido em três sub-bacias (Alto, Médio e Baixo Iguaçu), o rio atravessa diversas paisagens paranaenses e se torna naturalmente um elemento de ligação da geografia do estado. Na parte superior, a Leste (Alto Iguaçu), encontra-se o maior foco populacional do estado (quase 3,5 milhões de habitantes, na região da Grande Curitiba), além de intensa produção industrial. Já a área do Médio Iguaçu é marcada pela presença de pequenos e médios municípios, como São Mateus do Sul e Guarapuava. Ainda na região do Médio Iguaçu, há atividades agropecuárias mais intensas, além da presença das hidrelétricas – que povoam o leito do rio até na parte do Baixo Iguaçu.
Mais adiante, perto da cidade de Pato Branco, há mais uma vez a presença de agricultura e de indústrias. E quando o rio atinge a região do Parque Nacional do Iguaçu, perto de Foz, a natureza surge ainda mais exuberante, com destaque para as corredeiras de Salto Faraday e, claro, as Cataratas do Iguaçu.
