ESPECIAL: ÁGUAS DO AMANHÃ #5

Moradores terão esgoto só daqui a dois anos

Sanepar informa que projeto já tem orçamento definido, mas que as obras ainda vão demorar para ter início 04/06/2011 14:02:02 JOÃO RODRIGO MARONI

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Invasões têm mais de 20 anos

De acordo com Francisco Ribas Mancini, diretor do Departamento de Habitação da prefeitura de Colombo, a maior dificuldade para recuperar as áreas nas margens dos rios é a falta de recursos, pois as obras costumam ser caras.

O dinheiro, além disso, só começou a vir recentemente. “Tinha gente que morava ali (na beira do Rio Atuba) há 20 anos. A forca da água é tão grande que começava a erodir as casas por baixo”, explica. As famílias que foram reassentadas em outro local, na mesma região, mas longe do rio. “Não vão sofrer mais com as enchentes”, garante Mancini.

Segundo a Cohapar, outras 188 famílias do Jardim Marambaia aguardam ser transferidas. Nos próximos meses, vai ser lançada a licitação para a construção das residências restantes e para a recuperação das margens atingidas.

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) informou que a obra que está sendo feita na região é o coletor Maracanã, de maior porte, para fazer o transporte de esgoto até a estação de tratamento. A rede coletora local, que vai atender aos moradores da região da Rua Antonino Teixeira, em Curitiba, já está orçada, mas só deve começar a ser construída daqui a dois anos.

Em relação ao antipó destruído pelas obras na região, a empresa esclarece que a recuperação da rua deve começar no máximo até o dia 10 de junho. No caso de casas ou calçadas danificadas, esses eventos devem ser comunicados à própria Sanepar, através do telefone 115, que cobra explicações das empreiteiras responsáveis pelas obras.

Entulho

Através de sua assessoria de imprensa, a Cohapar informou que foram retiradas – em caráter de emergência, após os alagamentos em fevereiro deste ano – 59 famílias do Jardim Marambaia, em Colombo, nas margens do Rio Atuba. Segundo o projeto original de recuperação da área, está prevista a construção de um parque linear no local. De acordo com Eduardo Akio Ueda, diretor da Secretaria de Obras do município, a remoção do entulho já começou e deve ser concluída em no máximo dez dias. “Tivemos contratempos porque muitas ruas foram danificadas por causa das chuvas. Agora é que a gente conseguiu viabilizar o equipamento para a retirada do entulho”, justifica.

Segundo Francisco Ribas Mancini, diretor do departamento de Habitação da prefeitura de Colombo, no local onde as casas serão demolidas, haverá o plantio de espécies nativas da região.

 

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